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domingo, 13 de novembro de 2016

O Garoto do Cachecol Vermelho
Ana Beatriz Brandão
Verus Editora

 Quando comecei a ler O Garoto do Cachecol Vermelho tive a impressão, no início, de que era mais um daqueles romances onde alguém salva outro alguém que está à beira do abismo e iada iada iada. Como nunca me deixei levar por primeiras impressões e opiniões alheias, coloquei todo o meu foco nesse lindo, maravilhoso e esplêndido livro, que terminei de ler em dois dias, mais pelas minhas atividades que interrompiam minhas horas de dedicação e por não ter passado muito bem de saúde. 
 A história nos fala de Melissa, uma garota um tanto egoísta, muito talentosa, que conhece Daniel, um talentoso e dedicado rapaz que usa um curioso cachecol vermelho. Comum? Em princípio sim. Garota encontra garoto que a irrita e depois se apaixonam. Não, não é só isso. Daniel consegue com seu jeito bem humorado fazer com que Melissa comece a olhar a vida por outro ângulo e perceber que se achar o centro do mundo, se vitimizar, é o que a torna tão infeliz. E ele faz com que ela perceba isso ao colocar a questão: Você está infeliz ou você é infeliz?
 Melissa tem uma ambição: entrar para a escola Juillard, uma escola de artes nos Estados Unidos. Para isso, ela treina muito sua dança. Ela é uma bailarina. Entre os treinos, a faculdade e as desavenças com Regina, sua mãe, a quem culpa por sua solidão, Mel se envolve em atividades que nem sonha participar, desafiada por Daniel: logo no primeiro dia de faculdade é levada até a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (AbraELA); depois, ele a leva a visitar crianças com câncer e assim vai. E suas vidas são modificadas em muitos sentidos e de maneiras surpreendentes.
 O que me deixou realmente apaixonada por este livro foi a maneira como a autora abordou temas tão ligados à caridade e ao amor. Sim, muitos podem dizer que é uma utopia, mas se não houver um sonho, um desejo de ajudar, para que serviria o ser humano. Além do amor entre Dani e Mel há ali um recado para que nós, ditos seres humanos, sejamos menos egoístas e nos amemos mais.
 Um dos momentos que mais tocaram minha alma foi a apresentação de final de ano na faculdade, onde Mel colocou todo seu coração em uma linda e comovente homenagem a Daniel.
 Não posso e não devo falar mais nada. Gostaria que você lesem este livro, não apenas porque indico, mas porque se sentem curiosos a respeito dos passos a serem dados por todos aqueles que desejam ultrapassar uma existência fria, inútil e insípida. Leiam com o coração!

 "Spirit, lead me where my trust is without borders"

 E deixo vocês com o vídeo de uma linda música citada no livro: Oceans (Where Feet May Fail), de Hillsong United. 


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Guerra das Raças - A Caça aos Desertores
Daniel Jahchan
Novo Século - Talentos da Literatura Brasileira



O mundo está em guerra. A busca pela paz é constante e dura. Ikarus mora no Vale com os pais e sua irmã Zia. Sua vida parece patética, tendo que levantar cedo e trabalhar na colheita. Tudo muito chato para um rapaz de quatorze anos. Mas Ikarus se envolve na busca pelos pais de Adele, uma elfa corajosa e triste, e descobre que há muito mais por trás de sua simples vida. Quando sua “vila” é destruída por Daemons, ele e seus amigos

Adele, Luke e Théo, um anão muito complicado, e sua irmã Zia partem em busca de uma solução. Então encontram Trótz, um donmen, um homem poderoso, que lhes mostra a verdade de suas existências: Zia e Ikarus são filhos de um Daemon e de uma angeli, o que os torna nephilim, seres poderosos. De agora em diante, os jovens seguem em busca de uma união entre anões, homens e elfos para enfrentar os daemons e, quem sabe, encontrar a paz.

 Um livro audacioso e imaginativo que agradará muito aos apreciadores do gênero. Daniel Jahchan apresenta uma história cheia de aventura e bravura. Aventure-se.